Todos os anos, querendo ou não, duas, três e até quatro vezes; temos aquela sensação nostálgica que nos ataca o peito, produz aquele aperto no coração e aquele nó na garganta.
E agora, no começo de dezembro, nada mais comum, nada mais final-de-ano que nossas recordações escritas em papéis, declaradas em belos depoimentos
orkuticais, expressas nas mais diversas formas. Portanto, combinando com a data e com meus sentimentos nostálgicos, escreverei. Escreverei muito sobre como foi bom o ano mais corrido e infernal da minha vida.
Estranho pensar que mesmo com toda a correria, com toda a frustração que esteve presente nesses últimos trezentos e poucos dias vividos eu os aproveitei ao máximo. Ou melhor, tentei aproveitá-los, tentei cativar as pessoas, tentei ser alguém importante, ou semi-importantee, na vida delas, tentei estar presente na vida dos meus amigos, tentei ser porto-seguro pra alguns, confidente para outros. É bom saber que conseguiu cativar alguém, saber que você não é mais desconhecido na vida dela porém é um ser com nome e sobrenome, alguém que poderá ser reconhecido pelo tom da voz, pela fragrância do perfume, pelo jeito que arruma o cabelo. É maravilhoso. Posso, esse ano, dizer que cativei pessoas. Eu sei disso, senti isso nos olhares, nos sorrisos, nos abraços.
Posso falar das
minhas crianças. Desde o começo do ano pude ter a oportunidade de trabalhar com algumas crianças num colégio estadual aqui do lado de casa. Todas as quartas na hora do almoço eu gastava meia hora do meu tempo falando de quão maravilhoso Deus é, contando as maravilhas que Ele pode fazer e o amor que Ele tem por elas. Como foi maravilhoso ver os rostinhos delas brilhando com cada história que eu contava, cada abraço que eu recebia quando me dirigia para porta tentando ir embora, cara recadinho que eles me entregavam dizendo: "olha tia, eu fiz pra você!". Eles me cativaram, fato. E não cansarei de dizer o quanto isso é
maravilhoso. Sentirei saudades delas mas no próximo ano terei mais crianças cativadoras pra me deixarem feliz.
Então me lembro da Suh, do Lino, do Tob, do Pepo, da Carla, do Look, da Ayla, da Lore, da Fer, do Hinça, do Pegê, da Pri, da Sá, do Match, da Lari, da Ary, da Carol, da Gab, dos Gui's, do Correia, da Dy, do Vini, do Poter, da Twyla, do Saraiva, da Lilian, do Jota Pê, do Guto, da minha irmã, do meu pai, da minha mãe, da minha madrinha, do meus amados de Joinville... Todos, que de alguma forma, mesmo não sabendo, mesmo não notando me ajudaram; me deram apoio, suporte, me ajudaram a prosseguir, me fizeram rir quando o que eu queria era chorar, me ouviram reclamar, reclamar, reclamar, me disseram as coisas que eu queria ouvir e as que eu não queria, me acordaram pra vida, me ajudaram a ser alguém melhor. Eu digo que esse blog contém partes de mim portanto vocês fazem parte disso também, mesmo que pareça ridículo demais.
Mas quero falar em especial sobre uma pessoa, ou melhor, um momento com ela. Suellen Precinotto, minha amiga, você me proporcionou um dos momentos mais especiais do ano. Estranhamente estranho eu comentar isso aqui mas não haverá outro momento oportuno, desculpe. Lembro-me do dia que cheguei a tarde no colégio, você nessa época já estava de rolo com seu Lino, porém diferente dos outros dias você não estava com ele. A senhorita estava num canto com as pernas encima do banco e as abraçava com força, o Lino me olhava com cara de quem não sabia o que estava acontecendo e de quem não sabia o que fazer. Eu fiz uma brincadeira com você, você achou que era o Carlos, valeu!, e ficou brava. Percebi que você não estava bem. "Amiga, fica tranquila, sou eu." Foi dizer isso e você voou no meu braço chorando. Suh, nessa hora, decididamente, nos tornamos amigas. A cena foi marcante, juro. Não estaria falando nela se não fosse, obrigada pela confiança, ok? Acho que me senti cativante nesse dia.
Mas chega por hoje, certo?
Dezembro está apenas começando e devo fazer mais alguns posts nostálgicos de final de ano.
Obrigado meus amigos, leitores por obrigação.
Beijo :*